EPÍLOGOIsabella ParkerO velório de Andrew foi silencioso, quase desolador. A igreja parecia engolir a pouca luz do entardecer, e o cheiro de flores murchas misturado à cera queimada das velas, carregava um peso sufocante. A presença dele já não causava choque, mas a ausência de qualquer outro familiar ou amigo deixava um vazio estranho, frio, quase cortante. Apenas sua mãe estava ali, sentada sozinha, o semblante marcado pelo luto e pelo peso de decisões que ela não pôde impedir. Observando de longe, senti uma mistura de alívio e tristeza. Andrew havia sido um perigo que tirou vidas, que causou dor, que quase destruiu tudo que amávamos, mas, de algum modo, ainda fazia parte de uma história que nos conectou todos aqueles anos. Cada ação, cada escolha dele, havia deixado marcas que jamais desapareceriam.Ryan estava ao meu lado, quieto, com os olhos fixos na urna. A expressão dele estava distante, mas havia algo mais naquele olhar do que a dor do momento; havia ausência, saudade, e a
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