Isabella ParkerA claridade suave atravessava as cortinas do apartamento, desenhando linhas douradas pelo chão da sala. Quando Emily foi embora, apenas me aninhei nos braços de Ryan. Meu corpo ainda estava colado ao seu, o peito dele subindo e descendo lentamente, o som tranquilo da respiração embalando um silêncio que parecia irreal depois da noite que tivemos.Por alguns instantes, permiti-me apenas observar. O rosto dele, tão próximo, a barba por fazer, roçando de leve contra minha pele, os lábios entreabertos como se ainda sonhasse. Parecia impossível que aquele homem fosse o mesmo que tantas vezes me afastou, que me fez sentir ódio e desejo ao mesmo tempo. Mas era. E era justamente isso que doía: eu nunca tinha parado de amar Ryan.Passei a mão devagar pelo peito dele, e senti o coração bater firme, estável, como se ele fosse o meu porto seguro. E, por um instante, desejei que o tempo congelasse ali. Que não houvesse casamento, que não houvesse Andrew James Brown, que não houvess
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