A luz cinzenta de sábado começou a se infiltrar pelas frestas da persiana, mas Elena já estava acordada muito antes do sol. Na verdade, ela mal conseguia se lembrar da última vez que teve uma noite de sono ininterrupto. Talvez tivesse cochilado por uma ou duas horas, um sono leve e povoado por pesadelos, mas quando acordou novamente, percebeu o quão mal tinha sido aquela noite. Seu corpo todo estava dolorido, uma exaustão que parecia vir de dentro dos ossos. Ela encarou o relógio na mesa de cabeceira: seis da manhã. Suspirou fundo, sentindo o peso do mundo sobre o peito, e tentou se levantar. No instante em que se sentou na borda da cama, o quarto girou. A náusea, que já se tornara uma companhia sombria nos últimos três dias, subiu como uma onda violenta. Ela correu para o banheiro, caindo de joelhos diante do vaso sanitário. O mal-estar era tão intenso que a deixava sem fôlego. Um dia, dois dias, três dias seguidos... a mesma rotina de acordar passando
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