RUBI MONTENEGRO Assim que os passos de Ares desapareceram no corredor, caminhei até a porta do camarim, girei a chave na fechadura e tranquei. Me virei devagar para encarar Valentina. Ela continuava encolhida perto do sofá, segurando a sua bolsa. — Acabou o teatro, Valentina. Eu quero a verdade, e quero agora. Ela piscou, forçando um sorriso nervoso. — Rubi, do que você está falando? Que teatro? Olha, você está muito estressada com o lançamento, é melhor a gente ir para o carro... — Não se faça de idiota! — gritei, sentindo a primeira lágrima quente escorrer pelo meu rosto. — Eu vi vocês! No domingo, quando o Ares disse que ia trabalhar. Eu peguei um táxi e segui o carro dele! Eu vi quando o meu marido parou na frente do seu prédio e você entrou no carro, toda sorridente! Os olhos de Valentina se arregalaram e a boca dela se abriu, mas nenhum som saiu. — Há semanas vocês dois estão de segredinhos, sussurros e sumiços! — continuei, apontando o dedo na direção dela. — Como você
Ler mais