(POV: Sophie) Depois que Danilo me fez aquela pergunta, fiquei em choque. Permaneci imóvel, sem entender por que ele estava me perguntando aquilo e, pior, sem saber o que responder. — Eu... eu não sei do que você está falando. — Sussurrei, com a voz falhando. Ele deu mais um passo em minha direção e se sentou na beira da cama. Sua expressão era serena, quase paternal, mas seus olhos não se desviaram dos meus nem por um instante. — Sophie, não minta para mim. O médico já confirmou. E você mesma... no meio do delírio da febre, implorou para que Alexandre não descobrisse. — Ele tocou minha mão com delicadeza. — Por que está escondendo isso dele? Um filho deveria ser motivo de alegria, não de medo. Senti um nó na minha garganta. Eu já não tinha mais forças para continuar mentindo. O cansaço de fugir, de me esconder e de carregar esse fardo sozinha me venceu. — Sim... — confessei, a voz saindo em um sussurro quebrado. — Eu estou grávida, Danilo. E o Alexandre não sabe. As palavras
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