A chuva batia contra as imensas vidraças da mansão com uma insistência melancólica, transformando o horizonte em um borrão cinzento. Dentro de casa, o ar parecia denso, carregado por uma eletricidade estática que fazia os pelos do braço de Sophie se arrepiarem. Por causa da chuva forte, Alexandre decidiu trabalhar de casa, em seu escritório, e aproveitar a oportunidade para tentar consertar as coisas com Sophie. No entanto, suas tentativas de agir com normalidade eram frustradas. Ele tentou puxar assunto durante o café, comentou sobre o clima, mas as respostas dela se limitavam a frases curtas. — Amor, você mal tocou na comida — ele comentou, observando-a com uma preocupação que ela agora sentia como uma vigilância. — Não estou com muita fome — ela respondeu, sem desviar os olhos da xícara. O almoço trouxe uma distração indesejada, mas inevitável. Henrique e Bárbara chegaram à mansão com a casualidade de quem pertencia àquele lugar, e a atmosfera, que já era tensa, tornou-se ainda
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