(POV: Alexandre) O nó da gravata parecia uma forca, apertando não só meu pescoço, mas também a paciência que me restava. Afrouxei-o com um puxão brusco, o tecido de seda arranhando a pele, enquanto meu olhar permanecia fixo nos números que dançavam, hipnotizantes e traiçoeiros, na tela à minha frente. Acordos de logística, centenas de milhões em jogo, o futuro de uma parte do meu império dependendo de cada vírgula, de cada cláusula. Mas minha mente, traiçoeira, não estava nos números. Estava nela, em Sophie, no cheiro de sua pele, no sabor de seus lábios, na promessa de seu corpo. Eric entrou no escritório, o som suave da porta se fechando me tirando do transe, ancorando-me de volta à realidade fria e calculista. — Henrique está na linha, Alex — disse ele, a voz calma e profissional, mas com um brilho de urgência nos olhos. Assenti, um movimento quase imperceptível. Eric ativou a videochamada. O rosto de Henrique surgiu na tela, um sorriso largo e confiante iluminando seus traços,
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