VICENT Fiquei no carro, observando o prédio como quem encara um campo minado. Laura tinha acabado de entrar, e tudo dentro de mim gritava pra descer, pra buscar ela, pra implorar que me deixasse cuidar de tudo. Mas ela tinha sido clara. Ela precisava que eu resolvesse isso. Meu filho. Minha bagunça. Porque eu escolhi isso, vim atras do que ela fugia. E era hora de pagar o preço. Respiro fundo, uma, duas vezes, tentando engolir o gosto amargo do orgulho ferido. Então vejo alguém sair pela lateral do prédio, quase correndo, como quem teme ser visto. Júlia. O sangue ferveu. Abri a porta do carro com força e desci, indo atrás dela com passos firmes. — Júlia! chamei, minha voz saiu mais baixa do que pensei, mas firme como uma lâmina. Ela parou. Virou devagar, me olhando com aquela cara cínica, mas os olhos tremiam. Ela sabia. — Foi você, não foi? me aproximei mais — Foi você quem mandou a mensagem pro Landon. “onde está seu pai agora?”... Foi isso o que
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