Estávamos em combustão. Eu só queria gravar aquela noite em mim. No corpo. Na memória. No coração. E torcer, do fundo da alma, pra que ele voltasse. Com tudo. Por mim. ... Os beijos dele me deixavam sem chão, sem ar, sem lógica. Era como se ele soubesse exatamente onde tocar, onde pressionar, onde parar por um segundo só pra me enlouquecer ainda mais. As mãos dele exploravam cada parte de mim com reverência e desejo. Me segurava como se eu fosse preciosa, como se nada no mundo importasse mais do que me ter ali. Entregue. Quente. Sua. Puxei ele pra mim e o beijei com tudo que eu tinha. Com todo o medo, com toda a saudade antecipada, com toda a certeza de que aquela noite precisava ser eterna. Fiz amor com ele como se o mundo fosse acabar quando o sol nascesse. E, de certa forma, era isso mesmo que eu sentia… como se depois dali, tudo mudasse. E talvez mudasse mesmo. Não havia mais ninguém. Só nós dois. Nós dois e aquele desejo bruto de eternizar o momento. Quando enfi
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