Niccolai entra no escritório primeiro, os passos agressivos, e eu vou logo atrás, fechando a porta devagar. Por segundos, o silêncio entre nós chega a me pinicar, como alfinetes espalhados pelo meu corpo, enquanto ele caminha até a mesa e se senta na cadeira, com a postura de autoridade de sempre. Mas eu continuo de pé, longe, encostada na estante de livros, de frente para ele. Então… seu olhar encontra o meu e para ali. E por um instante longo, nós dois só nos avaliamos.— Eu nunca disse para o Jay que eu queria ir para o sul — disparo de repente, a voz firme apesar das pernas tremendo de leve.Ele continua me avaliando, os olhos cinzas cortantes como lâminas. Até que rebate:— Nunca disse que não queria ir também. — A voz gélida.Ficamos ali, travados, e o ar começa a pesar. A raiva dele é combustível para o meu desejo, para a forma como ele encostou em mim naquela cama, tão pouco tempo atrás, e nós dois assim, tão sozinhos, tão focados um no outro…Meus olhos baixam até o seu pe
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