Ema e Joyce correram na direção de Juan assim que ele caiu no chão. O impacto do corpo dele contra o piso ecoou no corredor silencioso do hospital. Sacudi a mão, sentindo a dor pulsar nos dedos, mas não me importei. Aquilo não era nada perto do que eu estava sentindo por dentro. Ele mereceu. Não podia chegar ali, naquele hospital, naquele momento tão delicado, falando sobre mim e sobre Ema como se nos conhecesse, como se tivesse qualquer direito de se meter na nossa história, nas nossas feridas abertas.— Cara, você precisa se controlar Augusto murmurou ao meu lado, mantendo a voz baixa, firme, quase um aviso. Sua filha está internada. Foco.Assenti devagar, respirando fundo, tentando puxar o ar para dentro dos pulmões. Ele estava certo, mesmo que cada célula do meu corpo estivesse em estado de alerta, vibrando de raiva, medo e ciúme. Recebi alguns olhares atravessados de Ema, cheios de reprovação e cansaço, mas ela sabia. Sabia que aquele sujeito tinha ultrapassado todos os limites
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