Alguns dias tinham se passado desde a conversa com Vincenzo. Continuamos nos falando nesse intervalo. Mensagens simples, sem cobrança. Um “como foi seu dia”, um comentário qualquer, nada que criasse expectativa demais. Era leve. Controlado. Confortável. Foi por isso que aceitar encontrar com ele para um café pareceu natural. O lugar era comum. Mesa pequena, pessoas conversando ao redor, cheiro de café fresco no ar. Vincenzo chegou no horário, como sempre. Estava tranquilo, sorrindo de um jeito fácil, como quem não carrega pressa nem exige nada. Conversamos sobre coisas normais. Trabalho, pequenos acontecimentos, comentários soltos. Em alguns momentos, ele ria e me olhava como se estivesse realmente interessado no que eu dizia — não por educação, mas por atenção. Quando terminamos o café e nos levantamos para ir embora, ele caminhou comigo até a porta. Parou à minha frente. Ficou perto o suficiente para eu perceber o cheiro dele, mas não perto demais a ponto de invadir. S
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