Cap.110O Despertar da VergonhaNo quarto do hospital, A luz fluorescente do teto zumbia baixo, incansável, refletindo nas superfícies brancas e impessoaisMelina flutuava na escuridão.A consciência voltava em fragmentos, flashes de luz, vozes distorcidas, uma dor surda e latejante no baixo ventre. Ela tentou mover os dedos, e eles obedeceram, lentos, pesados.Aos poucos, as pálpebras se abriram.O teto branco. O soro pendurado ao lado da cama. O tubo fino descendo até o dorso da sua mão.E ele, Azael estava ali.De pé ao pé da cama, os braços cruzados sobre o peito, o terno escuro amassado como se ele estivesse usando a mesma roupa há dias.Os olhos, aquele olho âmbar característico, o outro castanho, estavam fixos nela com uma intensidade que a fez desejar nunca ter acordado.Por que não era de preocupação e sim de nojo e aos poucos ela foi se lembrando de tudo que aconteceu, mal conseguindo encarar azael.Melina piscou, a boca seca, a garganta arranhando. Tentou falar, mas a voz n
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