Cloe Avelar O gosto daquele beijo ainda parecia queimar nos meus lábios, uma brisa quente e perigosa que ameaçava desestruturar cada pensamento racional que restava no meu cérebro. Por alguns segundos, sob a luz azulada da piscina e o vento frio da noite, o meu corpo inteiro havia traído a minha mente. Quando Leonardo segurou a minha nuca e colou sua boca à minha, eu não recuei. Pelo contrário: cedi. Quando Leonardo me beijou, eu queria aquilo, queria mesmo. A verdade nua e crua, por mais que doesse admitir para o meu próprio orgulho, é que cada célula do meu corpo ansiava por aquele momento desde o instante em que cruzei os portões daquela mansão e vi o reflexo dele no corredor. No entanto, à medida que o calor do momento foi se dissipando e a realidade fria da noite desabou sobre nós, uma onda densa de lembranças invadiu a minha mente. Lembrei de cada palavra cortante, de cada olhar de desdém, de todas as vezes em que ele me tratou com frieza, arrogância e superioridade, mandand
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