Letícia Cedric A algazarra ao nosso redor formava uma sinfonia perfeita de risadas, copos que se chocavam em brindes e o murmúrio animado de duas famílias que, afinal, falavam a mesma língua universal: a do afeto. O Le Petit Refuge brilhava sob a luz suave das velas e dos cordões de luzes que pendíamos pelo salão, parecendo menor do que era, aconchegante e transbordando vida.— Obrigada, Letícia — disse minha cunhada Ella, aproximando-se com os olhos marejados de uma emoção sincera, enquanto ajustava o xale sobre os ombros. Ela me puxou para um abraço apertado, daqueles que apertam a alma. — Obrigada por ter trazido meu irmão de volta.Eu sorri, sentindo o peito aquecer de uma maneira indescritível, vendo todos comemorando no meu casamento. Sim, eu ainda nem acreditava que tinha me casado. Parecia um sonho costurado à mão, detalhe por detalhe, onde cada ponto representava a nossa vitória sobre as sombras do passado.Desviei o olhar para o balcão do bar, onde Julian ria despreocupado,
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