Amélia sentia uma confusão que beirava o pânico. Por anos, ela guardou a mágoa de se entregar e ser traída pelo homem que confiou. Ela ignorou os sinais, deixou de ouvir os amigos acreditando que aquilo era amor e a segurança, mas se tornou um pesadelo. Na sua última consulta, a Dr. Monroe a fez perceber que não tinha crises de ansiedade com Dimitri, com ele podia sentir, achou que nunca mais teria intimidade, não conheceria o prazer que Isabel descrevia, o sentimento que Amélia percebia na amiga. Mas Dmitri era intenso e viciante. O que sentia por Dmitri era algo de uma natureza diferente, algo primitivo e avassalador. Ela se sentia covarde para nomear e por não conseguir admitir que aquela possessividade dele, aquela fúria capaz de queimar o mundo para protegê-las, a atraía e derrubava as suas muralhas de uma forma que nenhuma gentileza jamais conseguiu. Um dia, acreditou que o pai de Lizzy era um tipo de príncipe encantado, errou feio. Agora, diante de um mafioso, havia uma
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