Nos portões de ferro batido da mansão Volkov, um SUV preto com vidros blindados e película excessivamente escura reduziu a velocidade até quase parar. O motor roncava baixo, como um animal à espreita. O segurança da guarita estreitou os olhos, a mão pousando discretamente na arma de polímero no coldre, enquanto as câmeras de alta definição giravam para capturar a placa. Por longos trinta segundos, o veículo permaneceu ali, imóvel, um intruso silencioso na paz da manhã. Tão rápido quanto surgiu, o carro arrancou, deixando apenas o cheiro de pneu queimado e uma sensação gélida de que os muros da propriedade já não eram tão altos quanto pareciam. Alheias ao mau presságio lá fora, o ateliê estava inundado pela luz do sol. O cheiro de terebentina e tinta a óleo preenchia o ar enquanto Lizzy tentava, com uma seriedade adorável, ensinar Louise a misturar tons de azul. — Não, tia Lou! O azul do céu tem que ter um pouquinho de branco, senão fica parecendo o mar, instruiu a menina, com o pin
Leer más