Amélia sentiu o peito arder. O ar não chegava aos pulmões. Ela olhou para Lizzy, que se mexeu levemente sob o efeito dos remédios, a culpa a atingiu como um soco, como ela pôde deixar as coisas chegarem a esse ponto? A demissão, a vulnerabilidade total. Não havia ninguém para recorrer. Sozinha. Largou o celular no colo e sentiu o mundo se desabar. O ar parecia ter ficado escasso no quarto. Seus batimentos cardíacos ecoavam em seus ouvidos, competindo com o bipe do monitor de Lizzy. Ela estava sozinha, sem saída, sem dinheiro, sem apoio. - Senhora? As luzes do hospital pareciam excessivamente brilhantes, e a ansiedade, como uma onda gelada, começou a paralisar seus sentidos. Amélia nem percebeu a chegada da enfermeira. - Senhora? - S-sim... - Vou trocar a medicação e medir a temperatura, a senhora deveria aproveitar para comer alguma coisa, está aqui a bastante tempo. - Ah, obrigada. Você pode esperar um pouco mais, vou fazer o pagamento da consulta? - Sim, eu espero v
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