Quando o erro ganha voz.A carta parecia pesada demais para ser só papel. Caetano estava com Sophie nos braços, o corpo pequeno dela encaixado no vão do cotovelo como se fosse parte dele desde sempre, mas a mão que segurava o envelope tremia, não de fraqueza, de choque. A bebê mordia o próprio punho, distraída, respirando aquele ar de manhã que cheirava a café forte e tensão, sem entender nada do terremoto prestes a partir o mundo em dois.A sala inteira estava ali. Antônini sentado perto demais, como se pudesse impedir uma explosão apenas com presença. Sintra de pé, sério, rígido, como quem já atravessou tragédias e ainda assim não se acostuma com elas.Marcus parado ao lado do sofá, silencioso, com o olhar baixo de quem sabe coisas demais e, ao mesmo tempo, não sabe o suficiente. Sandro imóvel, confuso, tentando encaixar as peças. Célia com a bandeja esquecida na mão, e Paula agora segurando o peso de Sophie como se aquilo fosse só mais um dia de trabalho.Caetano abriu a carta
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