O SONHO QUE NÃO TEVE PERDÃO

Quando o passado decide cobrar.

Enquanto isso no Brasil.

Quinze dias haviam se passado desde a visita de Sintra ao hospital do presídio, a pedido de Augusto. Quinze dias em que o tempo não foi remédio, foi lâmina.

Augusto Galo Aragão estava deitado na cela úmida, encarando o teto manchado como se ali estivesse escrito algum tipo de absolvição. O corpo já não respondia como antes. O coração falhava em pequenos sustos. A respiração vinha curta, pesada. A culpa, essa, vinha inteira.

Naquela noite
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