A dor que não paralisa.
A luz do quarto hospitalar era branca demais para alguém que passou a noite inteira respirando dor.
Caetano abriu os olhos antes mesmo da enfermeira entrar. O corpo ainda pesado, o tórax enfaixado, o ar entrando com cuidado.
Respirar doía.
Mover o braço doía.
Tossir era quase uma sentença.
Mas ele estava vivo.
O médico entrou pouco depois, exames em mãos.
— Duas costelas fraturadas. Sem perfuração pulmonar. Sem hemorragia interna. Você teve sorte.
Caetano não acreditava