A noite na Toscana não era mais composta de sombras e silêncio, mas de um clarão alaranjado e do odor acre de pólvora e metal incinerado. O ar vibrava com a frequência das detonações, e o solo da Fazenda, que por séculos abrigou videiras e oliveiras, agora bebia o sangue de uma guerra fratricida.Os portões principais da fazenda, embora deformados e fustigados pelas explosões de termite, permaneciam de pé, como um testamento à engenharia defensiva de Thomas. No entanto, o patriarca Santoro sabia que uma defesa estática era apenas um adiamento do inevitável. Colin continuaria martelando até que as dobradiças cedessem. — Saimon, agora! — Thomas comandou pelo rádio, sua voz saindo firme em meio ao caos. Em vez de esperarem a queda, Thomas e Saimon executaram uma manobra de audácia letal: eles acionaram a abertura hidráulica manual. Os portões pesados não caíram; eles se abriram estrategicamente, rangendo como as mandíbulas de uma besta faminta. Para os capangas de Colin, aquilo pareceu
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