CAPÍTULO 21 POV — Marino Bianchi Eu não disse uma palavra. Peguei Willow nos braços ainda no quarto do clube, envolvendo-a com meu casaco como se pudesse esconder do mundo inteiro tudo o que haviam feito com ela. Ela não resistiu. O corpo estava pesado, exausto, mas quando encostou o rosto no meu peito… suspirou. Como se soubesse. Como se finalmente estivesse segura. O clube ficou para trás. O carro cortou a cidade em silêncio, rápido demais, perigoso demais. Minhas mãos tremiam no volante, o lobo rosnando baixo, exigindo vingança, sangue, justiça. — Calma… — murmurei para mim mesmo. — Primeiro ela. A mansão Bianchi surgiu imponente na noite. Entrei pelos fundos. Ninguém ousou me impedir. Subi as escadas com Willow nos braços, sentindo cada marca em sua pele como se fosse em mim. O cheiro dela — cereja, chocolate e dor — se misturava ao meu, e o vínculo puxava, fechando, apertando. Abri a porta do meu quarto. Meu território. Coloquei-a na cama com cui
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