CAPÍTULO 16 POV — Marino Bianchi O céu já estava escuro quando os portões da mansão Bianchi se abriram. O som dos pneus no cascalho ecoou como um aviso. Eu estava de pé, próximo à escadaria central, quando o carro parou. E então eu vi. Edward Nowak desceu primeiro. Elegante demais. Seguro demais. Como se aquela casa ainda lhe pertencesse de alguma forma. O sorriso no rosto era o mesmo de sempre — o de quem entra em território inimigo sabendo que não será tocado. Ele estendeu a mão para dentro do carro. — Venha, Wiktoria. Ela saiu. E por um segundo, tudo ficou… estranho. Wiktoria Nowak era linda de um jeito quase deslocado daquele mundo. Alta, esguia, postura delicada. Os cabelos loiros caíam lisos até a metade das costas, brilhando sob a luz dos postes como fios de ouro. Os olhos verdes, claros como esmeraldas jovens, observavam tudo com curiosidade genuína — não cálculo. Ela usava um vestido claro, simples demais para uma noite como aquela. Nada de joia
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