— SERENA, PARA!Eu paralisei e Daniel me puxou pela cintura. Senti meu corpo se chocar com o dele e naquele minuto nada mais existia. Só a boca dele na minha enquanto as mãos me seguravam tão forte que eu mal conseguia me mover.Não queria fugir. Meu corpo precisava daquele abraço.A boca de Daniel parecia querer calar o mundo, a língua explorando a minha, os dedos gravados na minha pele como uma promessa.Também não parei.Minhas mãos entraram por baixo da camisa encharcada de Daniel. Queria sentir que aquele momento era nosso. Ele estava ali por mim.Daniel tirou o paletó e colocou sobre os meus ombros.— Vem, entra no carro.— Daniel, desculpa. Mas eu não aguento mais. Eu quero ir embora, me deixa ir embora, por favor.— Não! Serena, não. Eu preciso de você.Daniel voltou a me abraçar como se realmente não pudesse lidar com aquele final. O rosto afundado em meu pescoço, os beijos misturados à voz embargada.— Você me fez sentir vivo pela primeira vez. Não faz isso comigo, Serena.N
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