Antony não falou nada durante todo o caminho, e eu segurava o celular como se ele pudesse tocar a qualquer minuto.O que eu estava fazendo não era esperar. Estava contendo minha vontade de ligar, de dizer a Daniel que eu nunca tinha esquecido da gente, perguntar de Clara.Mas obrigações vêm antes dos sentimentos. Havia aprendido isso com a vida, mas aplicava ao trabalho. Paramos em frente ao antigo prédio de Daniel, aquele refúgio simples que ele mantinha por causa do pai, mas que tinha cedido a mim com um carinho tão singelo que ainda me tocava.Colada à parede do prédio, uma placa com o número do apartamento de Daniel chamou minha atenção. Vende-seApto – 1823 Provavelmente minha expressão denunciou meu espanto, porque Antony respondeu sem que eu precisasse perguntar. — Ele deu ordem para vender tudo, Serena. Até os móveis. — Por quê? Ele amava ta
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