Naquela mesma tarde, Maria Clara foi chamada à suíte da condessa Teresa.A sala íntima era um espaço de luxo e requinte. Teresa estava sentada com impecável elegância, a coluna ereta, uma xícara vazia na mão. Ao ver Maria Clara entrar, a condessa pousou a porcelana sobre a mesinha de centro.— Aproxime-se, senhorita Duarte — disse, sem elevar a voz.Maria Clara obedeceu.— Sirva-me o chá.O pedido veio como uma ordem polida. Maria Clara não foi convidada a sentar-se e isso, por si só, já delimitava posições. Mantendo-se de pé, como mandava a etiqueta, tomou o bule com cuidado. A porcelana era antiga, delicada, certamente centenária.Com gestos precisos e elegantes, serviu o chá, consciente do olhar atento e avaliador da condessa, acompanhando cada movimento seu.Ao terminar, recuou um passo e permaneceu em pé.Teresa levou a xícara aos lábios antes de falar.— Diga-me, como conduz a educação dos meus netos?— Com rotina, disciplina e afeto na medida correta. — respondeu Maria Clara c
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