Álvaro levou delicadamente a mão ao rosto dela, obrigando-a a encará-lo.— Você tem todo o direito de saber — respondeu, com firmeza e sinceridade. — Para que não exista nem uma sombra, nem um segredo, nem um fantasma entre nós.Álvaro respirou fundo antes de começar a falar. Por alguns segundos, permaneceu em silêncio.— Eu não vou mentir para você, Maria Clara… — disse, por fim, com a voz baixa. — Eu e Suzana realmente tivemos um relacionamento.O coração dela se apertou, mas ela permaneceu firme, sem desviar o olhar.— Foi há muitos anos. — continuou. — Nós éramos jovens, imaturos… cheios de sonhos e ilusões. Foi um namoro jovam, sem promessas eternas, sem planos para a vida inteira. Na época, eu achei que aquilo fosse amor.Ele sorriu de leve, sem alegria.— Hoje eu sei que não era.Maria Clara engoliu em seco.— Então… você a amou?Álvaro balançou a cabeça, lentamente.— Eu me importei com ela. Gostava da companhia, da amizade, da proximidade… mas amor de verdade… — ele a encarou
Ler mais