Pouco antes de tudo acontecer, Álvaro subiu as escadas do solar. As conversas ainda se estendiam nas salas principais. Ele, porém, sentia-se inquieto demais para permanecer ali.Parou diante do quarto das crianças.Empurrou a porta com cuidado. Helena adormecida de lado abraçada a boneca de pano, os cabelos espalhados sobre o travesseiro, e Thomas abraçado ao lençol. A cena, tão serena, trouxe-lhe um alívio e, ao mesmo tempo, um aperto no peito.Ajoelhou-se ao lado da cama por um instante, ajustou o cobertor de Thomas, afastou uma mecha do rosto de Helena. Ficou ali mais tempo do que pretendia, observando-os como se quisesse gravar aquele momento de paz.Ao se levantar, seu olhar foi atraído, quase involuntariamente, para a porta de comunicação que dava acesso ao quarto de Maria Clara.Estava fechada. Nenhuma luz por baixo da porta. “Ela já deve estar dormindo”, pensou.Ainda assim, algo o incomodou.Álvaro permaneceu imóvel por alguns segundos, atento a uma sensação estranha, uma inq
Leer más