TicianoAntes do amanhecer, quando a Toscana ainda parecia adormecida sob um manto de névoa fria e o céu guardava aquele azul escuro espesso, como se o mundo estivesse contido numa respiração única, Nico já estava na sacada, imóvel, recortado contra a madrugada como uma presença agourenta, não um homem, mas um sinal obscuro.Ticiano soube disso no instante em que abriu os olhos, o instinto treinado que nunca o abandonava, nem mesmo quando Camila dormia enroscada nele com o corpo quente, macio e perfumado, deixando nos lençois uma lembrança doce da pele e seda.Ele tinha planos para aquele dia, planos simples que trariam leveza para a vida mulher que amava, e por isso, eram preciosos, porque a vida de Camila sempre foi fria, dura e cruel.Queria levá-la a Florença para almoçar, caminhar pelas ruas antigas, entrar em lojas onde os tecidos custavam mais do que carros comuns, ver Camila experimentar vestidos com aquele brilho esfuziante nos olhos, como se ainda estivesse aprendendo a acei
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