CamilaO almoço farto sob as videiras era uma tradição na Toscana que Camila ainda não sabia explicar com precisão, se era a comida, se era o vinho que parecia aquecer as veias antes mesmo do primeiro gole, ou se era a maneira como aquelas pessoas ocupavam o espaço com alegria honesta.Era como se o riso e o barulho fossem parte do patrimônio da Villa Amiata, mas, quando se viu sentada diante daquela mesa enorme, comprida, robusta, feita de madeira antiga e polida pelo tempo, com toalhas de linho claro e arranjos simples de flores do campo espalhados em jarros de cerâmica, ela sentiu, com uma força que quase doeu, que nunca tinha sido tão acolhida e tão feliz em toda a vida.A sombra das videiras criava um teto vivo, verde e irregular, filtrando o sol da tarde em manchas douradas que dançavam sobre pratos, rostos, copos e talheres, e o ar carregava o perfume do campo, de folhas amassadas, de terra quente, de azeite recém-aberto, de pão assando ao longe e de ervas esmagadas na ponta do
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