MEU MELHOR INIMIGO.
CAPÍTULO 6. Uma nova inimiga.
Camilo estava furioso e impaciente, e aquela mistura ardia sob a pele como uma febre mal curada. Não era uma raiva escandalosa — não gritava nem batia nas mesas. Era uma fúria mais perigosa, uma que ficava presa no peito e o fazia perder a paciência por dentro. Estavam havia horas com a investigação, tentando ajudar Henry a fechar o desastre financeiro, e mesmo assim Camilo não conseguia se concentrar como devia.Lia números, revisava transferências, comparava datas. Tudo fazia sentido no papel. Tudo era lógico, mas a atenção escapava sem permissão, porque Seija estava ali.Cada vez que erguia o olhar, a encontrava do outro lado da mesa, inclinada sobre os documentos, sublinhando, anotando, explicando coisas com uma calma que lhe parecia quase irritante. Não parecia nervosa nem cansada. Falava com Rebecca sem elevar a voz, sem dramatizar. E Camilo cerrava o maxilar cada vez que a via assim tão distante.Sabia, com uma clareza amarga, que o que havia acontecido entre eles havia sido
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