232. Ele voltou para a família
AndréO carro desacelera em frente à casa e, pela primeira vez desde que saímos do orfanato, eu sinto um tipo diferente de nervosismo. Não é medo, não é dúvida... é expectativa. Olho para o Felipe ao meu lado, a mão dele ainda segura na minha, firme, como se aquele contato fosse a única certeza que ele tem nesse momento."A gente chegou", digo baixo, mais pra tranquilizá-lo do que pra informar.Ele não responde. Apenas aperta levemente meus dedos, e eu sinto aquilo direto no peito.Laís desce primeiro, contorna o carro e abre a porta com cuidado, a voz suave como sempre. "Tem um pequeno degrau", ela avisa, guiando ele com paciência, deixando que ele sinta o espaço, o chão, cada detalhe no tempo dele. Eu saio logo depois, fico do outro lado, atento, acompanhando cada movimento.A porta da casa se abre antes mesmo de chegarmos até ela.E então tudo acontece ao mesmo tempo."Achei que vocês iam demorar mais!"Aelyn é a primeira a aparecer, praticamente correndo, mas ela desacelera no últ
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