232. Ele voltou para a família
André
O carro desacelera em frente à casa e, pela primeira vez desde que saímos do orfanato, eu sinto um tipo diferente de nervosismo. Não é medo, não é dúvida... é expectativa. Olho para o Felipe ao meu lado, a mão dele ainda segura na minha, firme, como se aquele contato fosse a única certeza que ele tem nesse momento.
"A gente chegou", digo baixo, mais pra tranquilizá-lo do que pra informar.
Ele não responde. Apenas aperta levemente meus dedos, e eu sinto aquilo direto no peito.
Laís desce p