241. Primeiros passos
AndréAcordei antes do alarme.Fiquei quieto por um segundo, olhando pro teto, deixando a consciência voltar devagar, os sons da casa, a luz fina entrando pela fresta da cortina, o peso do cobertor. E então virei o rosto para o lado e o vi.Felipe estava na caminha improvisada, de lado, o rosto relaxado, a respiração lenta de quem ainda está bem fundo no sono.Fiquei olhando por mais tempo do que devia.Tinha algo absurdo naquilo, absurdo de bom, daquele tipo que ainda não cabe direito dentro de mim. Meu filho dormindo a alguns metros de distância, num quarto que não era o dele ainda, numa casa que ele ainda estava aprendendo, e mesmo assim com aquela paz no rosto que me desarmava toda vez.Virei o rosto para o outro lado.Laís dormia de costas para mim, o cabelo espalhado no travesseiro, a respiração tranquila. Eu fiquei olhando para ela também, sentindo aquela coisa que não tem nome certo, gratidão, talvez, ou alguma coisa maior que gratidão, que ainda estava aprendendo a reconhecer
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