Lia saiu da casa de Dominic com o corpo em alerta.Não era arrependimento.Era consciência.Ela sentia o gosto do beijo ainda presente, não na boca, mas no pensamento. Um beijo que não tinha sido só desejo. Tinha sido reconhecimento. E isso era muito mais perigoso.Dominic ficou para trás, imóvel, encarando a tela apagada do celular como se ela ainda pudesse lhe devolver alguma resposta. O nome de Evelyn continuava ecoando na mente dele, misturado de forma incômoda com a lembrança das mãos de Lia em seu pescoço, do jeito como ela tinha interrompido antes que tudo escapasse do controle.Aquilo não tinha sido fraqueza.Tinha sido limite.E, ironicamente, foi isso que mais o deixou inquieto.Na manhã seguinte, Dominic decidiu não esperar.Ligou para o investigador que vinha acompanhando discretamente os passos de Evelyn desde o primeiro contato.— Quero tudo — disse, direto. — Movimentações, contatos recentes, situação financeira. Tudo.— Já temos algumas informações preliminares — respo
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