Luna O jatinho toca o solo em uma pista de pouso particular, oculta por uma cortina densa de pinheiros. Quando a porta se abre, o ar frio e puro do sul invade meus pulmões, um contraste absoluto com o cheiro de tensão e mármore da mansão. Adrian desce primeiro, atento, a mão no coldre até que um sinal de luz verde venha da mata. Ele nos ajuda a descer. Clara está sonolenta em meus braços, protegida por um cobertor de lã. Ao caminharmos por uma trilha de pedra ladeada por lanternas de ferro, a propriedade se revela. É uma construção imponente de madeira nobre e vidro, integrada à floresta e debruçada sobre um vale que, sob a luz da lua, parece uma pintura em prata. É lindo, mas há algo de selvagem e isolado aqui que me faz estremecer. Na varanda ampla, um casal nos aguarda. O homem é alto e robusto, com mãos calejadas, e a mulher tem um olhar acolhedor, mas alerta. — Luna, Helena, estes são Jorge e Marta — Adrian apresenta, sua voz recuperando o tom de autoridade, mas com um rastro
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