Luna Fugir de Adrian nos últimos dias exigiu de mim uma disciplina militar que eu nem sabia que possuía. Cada vez que nossos olhos se cruzavam, eu sentia o chão ceder, então aprendi a olhar para o rodapé, para as mãos, para qualquer lugar que não fosse o abismo escuro e sedutor das pupilas dele. Eu me escondi atrás de uniformes engomados e de uma cortesia fria que agia como um escudo. Eu precisava me lembrar, a cada segundo, que eu era a "ajuda". A funcionária deles. Mas agora, com Clara na fazenda e a casa mergulhada nesse silêncio absoluto, meu escudo parece feito de papel. — Temos uma semana — ele sussurra contra meus lábios, e o calor da sua respiração é o fim da minha resistência. Quando Adrian me beija, não é um pedido; é uma tomada de território. Sua boca é possessiva, faminta, apagando com um golpe só toda a frieza que tentei construir. Sinto minhas mãos, antes rígidas ao lado do corpo, traírem minha vontade e subirem para o pescoço dele, puxando-o para mais perto, qu
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