162. Uma Sensação Estranha
“Ivy Collins” O sol mal nasceu quando acordo com um suspiro. Mas não é meu. É do Lucas. Abro os olhos devagar e o encontro sentado na beira da cama, de costas para mim, com o celular na mão e os ombros carregando aquela tensão que ultimamente não vai embora nem quando ele dorme. — Está tudo bem? — pergunto, me espreguiçando. — Está — ele responde, sem se virar. Fico olhando para as costas dele por um segundo, e é impossível não perceber que isso é mentira. Me sento na cama, passo a mão pelo cabelo e fico em silêncio por um momento, escolhendo como vou fazer isso. Desde a visita à Lily, as coisas parecem mais difíceis. E, como se não bastasse, Lucas, talvez para não me preocupar, sempre dá esse tipo de resposta: “está tudo bem, não se preocupe”. — Lucas. — Ivy, não precisa… — Você sabe que sempre respeitei sua decisão de não compartilhar cada dor de cabeça comigo — digo, antes que ele termine. — Mas precisa entender que não sou de vidro. Não vai me sobrecarregar d
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