170. Lutando Pela Vida
Continuo com a mão nos cabelos do Oliver por mais alguns segundos, ouvindo o ritmo constante do monitor como se fosse a coisa mais reconfortante que já ouvi na vida.
Porque talvez seja.
Cada apito regular é uma confirmação de que ele está aqui, que continua aqui.
— Senhor.
Me viro e encontro a enfermeira que me trouxe, parada na porta.
— O tempo acabou por enquanto — diz, baixo, se aproximando.
Assinto, sem me afastar. Olho para Oliver mais uma vez.
— Quando ele vai acordar? — pergunto,