O cheiro de sangue era pesado, metálico, quase sufocante, impregnando as paredes de pedra e os lençóis brancos agora completamente manchados de vermelho. As enfermeiras se moviam com pressa contida, mãos firmes, vozes baixas demais para esconder o pânico crescente. Liana estava imóvel na cama, a pele pálida, os lábios quase azulados, o peito subindo de forma irregular, como se o corpo estivesse esquecendo como respirar sozinho.Os olhos verdes permaneciam fechados, os cílios úmidos colados à pele fria, o braço ferido envolto em panos improvisados que não conseguiam conter a hemorragia. O sangue escorria mesmo assim, lento e insistente, como um aviso cruel de que o tempo havia acabado.— Segurem-na — ordenou Anton, a voz grave, dura, carregada de uma urgência que não admitia discussão.Duas enfermeiras se aproximaram imediatamente, posicionando-se uma de cada lado da cama, segurando os ombros e as pernas de Liana com cuidado, mas também com força suficiente para conter qualquer reação
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