Tiana Meu coração acelerou ao abrir a porta. Quando puxei a maçaneta, lá estava Lúcio, engradado de cerveja na mão, sorriso tímido e ensaiado, como se fosse apenas mais um convidado inocente. Ele viu nossas famílias reunidas e sorrindo, e Junior estava encostado na parede, braços cruzados, olhos fixos nele.O sorriso de Lúcio morreu no mesmo segundo.— Tiana… oi. Trouxe cerveja pro seu pai.Eu não respondi, fiquei parada na porta, bloqueando a entrada. Meu pai gritou da cozinha:— Deixa o menino entrar, filha! Tá frio aí fora!Eu não me mexi. Lúcio tentou passar, mas eu levantei o braço.— Não!A palavra saiu baixa, mas firme. Ele piscou, confuso.— Como assim, não?Junior se aproximou por trás de mim, mão na minha cintura. Magda parou de falar, Sr Carmichael se levantou da cadeira na varanda. Meu pai apareceu no corredor, avental ainda amarrado, expressão mudando de alegre para desconfiada.— O que tá acontecendo aqui? — meu pai perguntou, olhando de mim para Lúcio.Eu respirei fund
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