Eu não dormi naquela noite.Mesmo depois que Matteo voltou a adormecer, tranquilo, respirando de forma leve e regular, eu permaneci sentada ao lado da cama dele, com as mãos entrelaçadas no colo, o coração inquieto, o corpo ainda vibrando com o que havia acontecido no jardim.O abraço de Lorenzo não saía de mim.Não foi um abraço comum. Não foi um gesto educado ou casual. Foi um pedido mudo. Um pedido desesperado. Como se ele tivesse se segurado em mim para não afundar.E talvez tivesse mesmo.Passei os dedos pelos cabelos de Matteo uma última vez antes de sair do quarto, fechando a porta com cuidado. O corredor estava silencioso, iluminado apenas pela luz baixa das arandelas antigas. Tudo ali parecia carregar ecos — passos que já não existiam, vozes que o tempo se recusava a apagar.E eu sentia que não estava sozinha.Não no sentido literal.Mas porque Lorenzo ainda estava em mim.No meu corpo.Na minha respiração.Naquele espaço perigoso entre razão e desejo.Quando cheguei ao meu q
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