CAP. 66 - Clara já é minha
POV AdrianA praia era um caos de música alta e maresia, mas meus sentidos estavam bloqueados: sintonizados apenas nela. Fui buscar os drinks, mas meus olhos nunca deixaram de vigiar a silhueta curvilínea de Clara contra a luz da lua.Quando voltei, o cenário mudou. O perigo não vinha do mar, mas de dois tipos que vestiam roupas festivas, como se o Carnaval pudesse camuflar o veneno que carregavam. Parei atrás de uma barraca, com as sombras ocultando-me, e observei. Vi o exato momento em que o corpo de Clara se retraiu. Ela se encolheu, dando um passo trêmulo para trás, como se estivesse diante de fantasmas. Meu instinto de predador rugiu: eu não sabia quem eram, mas já sabia que os odiava.— Nossa, você está aqui sozinha? Que milagre — a mulher disparou, o desdém pingando de cada sílaba.— Saiu lá do Pará e veio parar logo no Rio, né? Que trajetória engraçada... — o homem comentou, inclinando-se, com o hálito de álcool e maldade perto demais do rosto dela. — Já largou de ser a "namora
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