CAP. 48- Atraída pelo imperador
POV ClaraChorei até dormir e, no domingo, fui para o quarto. Cheguei pronta para ir embora. De verdade. Já estava no ponto de virar e fugir quando ouvi:— Não. — A voz dele. Atrás de mim. — Vem.E eu fui. O resto… foi impossível. Beijos em lugares que eu nem sabia que eram lugares de beijar: beijos lentos, outros urgentes, outros que pareciam pergunta, outros que pareciam resposta. Eu o senti duro daquele jeito; minha respiração sumiu. Eu fiquei molhada num nível ridículo, desesperador. Cada toque fazia meu corpo lembrar, sem eu entender. Nos beijamos até ficar com câimbra. Eu queria muito que ele fizesse amor comigo, mas acho que ele só fode: mesmo assim, assumiria o risco.E, quando me colocou na cama, eu estava pronta, mas ele não me tocou. Ele me embrulhou, serviu-me vinho e colocou um filme para assistirmos: Crepúsculo. Eu quase ri. Aquilo tudo era indecifrável. Eu dormi encostada nele, como se fosse natural.Acordei diferente: sensível, profunda. Como se tivesse vivido cem coisa
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