Fernando Era impossível ignorar ver minha pequena Lia descer os últimos degraus da escada quase voando, por ter visto Lizandra. O sorriso da minha filha era iluminado, cheio de vida. Eu não via Lia assim há muito tempo. E quando ela correu e simplesmente se jogou nos braços da Lizandra, senti algo forte, estranho e inesperado se mover dentro de mim.Lizandra se abaixou, abraçou minha filha com tanto cuidado… como se ela fosse um tesouro precioso. E Lia correspondeu como se já a conhecesse, como se confiasse nela desde sempre. Vi os dedinhos dela se prenderem no uniforme da moça, a cabecinha encostar no corpo dela, e aquele contentamento genuíno… aquele brilho… eu não via nem quando Carmen, a antiga babá tentava animá-la.Carmen era boa. Competente. Mas… nunca provocou aquilo em Lia. E isso me atingiu, forte. Mais do que eu gostaria de admitir. Mas, claro, a realidade não me deu trégua.Antes que a Viviane abrisse a boca novamente dramatizando, e se fazendo de importante, decidi que eu
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