Ela me olhou, considerando. E então, com aquela coragem silenciosa que era a coisa mais ela que existia, ela colocou as duas mãos no meu rosto.Me estudou por um segundo, com os olhos nos meus, os dedos traçando minha mandíbula, como alguém que está prestando atenção em cada detalhe de uma coisa que não quer esquecer.— Você tem cara de quem dorme pouco — ela disse.— Você também.— Minha situação justifica.— A minha também.A gente ficou ali. Puxei ela para outro beijo, sentindo ela corresponder a cada toque, cada gemido, cada beijo. Minha mão desceu pela lateral do seu corpo devagar, sem pressa, sentindo cada curva através do tecido. Ela prendeu a respiração.— Tudo bem? — eu perguntei contra a sua boca.— Sim — ela respondeu, e havia uma centelha de irritação na voz que me fez quase sorrir. — Não fica perguntando, você vai me deixar ansiosa.— Ansiosa é diferente de desconfortável.— Eu sei a diferença.— Só quero ter certeza que você sabe.Ela se afastou um centímetro e me olh
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