Ela me olhou, considerando. E então, com aquela coragem silenciosa que era a coisa mais ela que existia, ela colocou as duas mãos no meu rosto.
Me estudou por um segundo, com os olhos nos meus, os dedos traçando minha mandíbula, como alguém que está prestando atenção em cada detalhe de uma coisa que não quer esquecer.
— Você tem cara de quem dorme pouco — ela disse.
— Você também.
— Minha situação justifica.
— A minha também.
A gente ficou ali.
Puxei ela para outro beijo, sentindo ela correspo