(Visão de Mariana)O saguão da Éclat estava mais movimentado do que na minha última visita. Funcionários iam e vinham com pastas e tablets, o burburinho de conversas baixas preenchendo o ar. E no meio de tudo, um nome repetido em sussurros… coletiva, crise, ações em queda.Passei pela recepção com um aceno rápido e segui para o elevador. Dessa vez não precisei de crachá, o meu acesso ainda estava ativo, cortesia do "cargo de consultora" que Rodrigo tinha inventado.No caminho para o T.I., passei pelo andar executivo e foi ali que eu vi.A porta do escritório de Rodrigo estava entreaberta. E Raissa estava lá dentro, inclinada sobre a mesa dele, entregando uma xícara de café com um sorriso que durou tempo demais. Ela disse alguma coisa, ele respondeu sem levantar os olhos do computador, e ela riu… um riso leve, quase tímido, que não combinava com a Raissa que eu conhecia.Fiquei paralisada por um segundo.Ela arrumou uma caneta na mesa dele, ajeitou uma pilha de papéis e perguntou al
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