DANTE VELASQUEZ Foi como voltar à vida depois de prender a respiração por quatro anos. No momento em que meus lábios tocaram os dela, a fúria que eu sentia se transformou em fome. Ariel tinha gosto de menta e de lágrimas salgadas, um sabor que despertou cada nervo adormecido do meu corpo. Ela tentou resistir por um segundo, um movimento fraco de recuo, mas assim que minha língua invadiu a boca dela, buscando a dela com uma urgência desesperada, ela cedeu. Ouvi um gemido baixo na garganta dela, aquele som que eu conhecia, aquele som que assombrava meus sonhos. Os lábios dela eram macios, deliciosos, viciantes. Ela me correspondeu com uma intensidade que provava tudo o que eu já sabia: ela podia mentir para si mesma sobre amar Henrico Vigneto, mas a pele dela não mentia para mim. Eu precisava de mais. Eu precisava apagar o toque de Henrico da memória dela. Eu precisava marcar meu território de uma forma que palavras nunca conseguiriam. Sem interromper o beijo, desci minhas mãos pe
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